3.1.10


Desculpa se depois de tanto tempo ainda falo de amor, do nosso amor. Não foi um mês fácil, mas já encarei outros mais difíceis, admito. Se eu senti sua falta? Poucos dias. A falta não pertencia a você e sim de como éramos juntos. A ausência era do que eu podia achar que éramos (ou seríamos). Sinto falta do nosso mistério, embalado numa coisa que gostávamos de chamar amor. Sinto saudade do nosso sentimento exagerado, de quando parecia que não existia nada além e nem mais forte. O que realmente faz falta é o acreditar. O construir. O planejar. A partir do momento que você decidiu fazer planos sem mim, eu não construí mais nada. E ficou difícil acreditar. Quem desistiu da gente foi você. Quem sempre teve coragem fui eu. Ameacei milhões de vezes, mas sempre acabei voltando. Se tudo aquilo era vingança, medo ou falta de amor, e hoje é apenas um ‘foi melhor assim’, vou realmente começar a pensar da mesma forma, pois não era com a pessoa que se conforma com o ‘tá melhor como tá’ que eu queria estar. Você deixou de acreditar na gente e isso foi a coisa mais complicada de aceitar. E não aceito nunca. Acabou todo aquele sentimento inabalável? Toda aquela ponte indestrutível que ligava a gente independente do tempo ou espaço? Pra onde foi toda a curiosidade e as idéias loucas? Esqueceu das incontáveis madrugadas viradas e dos lugares mais inusitados? Cadê as noites em que o nada era a nossa maior diversão? Caiu a ligação fora de hora só pra fazer rir? Eu sinto muita falta desse mistério, dessa loucura, do entusiasmo, de ambos os lados. Talvez não seja você, um dia talvez entenda. Um dia talvez esqueça, um dia preencha. Talvez. Mas por enquanto é assim. Aí um dia nos encontraremos, não por casualidade, afinidades ou algo parecido. Mas porque é assim que há de ser. E não saberemos o que dizer. Eu to bem, você também disse que ta bem. E pronto. Me despeço e digo que foi bom te rever. Igualmente. E depois de alguns passos olho pra trás e vejo ir virando a esquina todos os meus medos imaturos. Era meu mundo, meu futuro, meu plano. E hoje é só um velho conhecido dobrando a esquina, mais forte, mais bonito, mais velho. Mas com o mesmo sorriso de lado e a risada alta e gostosa. E após uns dias esqueceremos isso. E é muito triste escrever isso. Só que mais triste ainda é pensar que daqui uns tempos isso não será tristeza. Mas uma saudade boa e gostosa, simplesmente. Simplesmente porque é assim que há de ser.
E ponto final.

1.10.09

ORGULHO!

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar teus olhos, que são doces, porque nada te poderei dar, senão a mágoa de me veres eternamente exausto!

Ela estava consciente do que deveria fazer. Mas ela estava com medo. Medo mesmo, ou quem sabe orgulho? Talvez um pouco dos dois.
Ela queria ligar, queria mandar e-mail, expor a ele o que sente. Mas tinha medo e orgulho. Bastava um incentivo, uma pista sobre ele, quem sabe o fim com a nova namorada dele. Mais ela fraquejou e desistiu.
A menina estava exausta de procuras inacessíveis e sede de amores insaciáveis.
Ela então começou a se valorizar. Ela olhou-se no espelho e viu uma garota com intenso desejo de mudança. Mudança de dentro pra fora. Estava cansada de usar roupas de marcas pra esconder as "marcas" que trás no coração, de usar maquiagem para disfarçar a solidão. Mais seus olhos não saber mentir.
Sentou no seu quarto. Olhou para as paredes que ainda falta terminar de colar revistas, e suspirou.
Decidiu de último segundo esquecer o que aconteceu. Esquecer o garoto.
Não guardar mágoas! Afinal, estava fazendo mal só pra ela.
Ela decidiu parar de insistir em uma ferida que só se abriu em seu coração e parou de ficar se perguntando se ele ainda pensa nela. Acorda aê cinderela, ele já ta com outra.
Pediu desculpas, eu desculpei. Mais ele não voltou mais.
Só agora percebi que foi uma despedida e não uma reconciliação.
Ainda dói passar todo dia por aqueles lugares que antes estávamos juntos e hoje é só lembrança
.


Mais Fabrícia Meira está decidida. É taurina. É determinada.
E ela vai conseguir. Vai. Ela vai. Afinal de contas, ela já esqueceu coisas bem piores.
SORTE!

11.9.09

SOBRE FERIDAS QUASE SARADAS!

A ferida semi aberta ainda latejava. Fabrícia Meira, fingindo-se ser forte, a ignorava.
Doía sempre que pensava nele. Antes, latejava a toda hora. Nos últimos dias não. Encontrara um novo alguém.Gostava até dele, mais não tanto como do outro. O outro a fizera ser mais feliz.
Não que esse novo amor não a faça. Mais é que existem várias maneiras de felicidade pra mim.Todo dia pensava nele com carinho apesar do que fizera pra ela. Torcia em silêncio pra que no fundo, ele ainda se lembrasse de mim.Torcia pra que o telefone tocasse. Mas, torcia pra não vê-lo enquanto está esperando o ônibus chegar.Sempre fui assim. Obliqua e estranha.
Assisti a um filme na segunda que me lembrou o jeito como ele me abraçava. Bateu aquela saudade. Mais novamente visto a máscara de quem não quer mais. De quem já superou.
Ontem, enquanto jogava super Mario, me lembrei dele. Tocou aquela música de Vanessa da Mata "Amado", e meu coração não resistiu.Os olhos não fraquejaram, só o coração.
Aquela triste melodia "Como pode ser gostar de alguém, e esse tal alguém não ser seu" nunca a fizera ser tão melancólica.Hoje, assim que liguei o computador, vejo seu nome gravado no meu orkut.
Fiquei feliz. Sorri com esperança. Mais não como antigamente.
Antes do fim, ele não só passava. Deixava depoimentos carinhosos, marcávamos encontros, passávamos horas no msn, tudo aquilo que me deixava mais segura de que ele gostava de mim.
E eu gostava. - Disse ele.
Mais porque acabou? Perguntou Fabrícia Meira.
Mais quem disse que acabou?
Suspirei fundo e fui embora. Cheias de dúvidas no coração, e no olhar, uma imensa vontade de largar tudo, e apenas recomeçar.

SÓ RECOMEÇAR!

1.9.09

Não era amor.

Eu era feliz ao teu lado e você ao meu.
A gente se divertia, se amava, se gostava. Era muito divertido fazer tudo desde que você estivesse comigo.. mas não era amor. Não, não era. Não sei bem, olhando nos teus olhos eu realmente não conseguia ver nada de ruim ou de problemático, só via um brilho intenso que refletia nos meus olhos. A gente fazia de tudo um pouco, até que acabou. Você me deixou, como havia prometido que não faria. Eu sei que não era amor. Se hoje eu pudesse escolher entre meu futuro e aqueles poucos dias, eu escolheria por ter teus olhos refletidos nos meus, pelo menos mais uma vez.

Mas não era amor, era mais do que isso.
Mais, Ponto Final. Game Over.
Sem mais.(Fabrícia Meira, Memórias 2008-2009)

24.8.09

Confissões PARTE III

Tô cansada de nunca dar certo, por mais que eu tente fazer tudo certo.
Confesso que talvez esteja sempre escolhendo uma pessoa errada, confesso que o erro pode esta sendo cometido por mim.
Confesso que mesmo sabendo que voce vai voltar daqui uns dias e eu vou esta aqui como sempre pra ti, confesso que nao queria que fosse mais assim.
Confesso que voce esta me magoando tanto, mas confesso tambem que por algum motivo muito doido eu nao consigo ter raiva de você por isso.

Confesso eu acho que eu gosto de você muito mais do que eu gostaria.

Confissões PARTE II

Confesso que eu sei que ele nem lembra da minha existência, e que por mais que eu diga pra todo mundo que se ele ligasse eu o daria um NÃO bem grande, eu morro de vontade que ele ligue, pra que eu possa mais uma vez dizer um SIM com toda a idiotice que talvez só eu tenha, pra que eu possa, nem que seja só mais uma vez ficar perto e aliviar essa saudade estúpida que tá me esmagando por dentro, e dominando todos os meus pensamentos 24 hs por dia.Confesso que não aguento mais!


Sem tirar, nem por , nada. É desse jeito ;~
 
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